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Sempre associado à vida boemia, feliz e rodeada de amigos, Zeca Pagodinho tem reavaliado algumas opções na vida. O momento que o país atravessa é motivo de preocupação para o sambista que afirmou, em entrevista à revista Quem, que já cogitou deixar o Brasil, com medo pela segurança da família. “Tenho vontade, mas não consigo esquecer Xerém, o quiosque daqui de frente… Sem Xerém não existo”, afirma com alguma resignação.

Há 14 anos, Zeca mora com a esposa, filhos e netos em uma cobertura na Barra da Tijuca. Mas ainda parece estranhar a boa vida. “Faz falta a minha liberdade. Onde posso ir agora? Vivo o meu mundo aqui com os meus netos, vou à gravadora todo o dia, ao shopping; a Mônica diz que faço uma unha por dia. Na volta passo no meu bar, depois passo em outro shopping e 18h estou em casa”, revela o cantor, que ainda mantém o hábito de organizar famosas festas no sítio que mantém em Xerém.

“Lá vou à feira e, quando vem alguém tirar uma foto, não é de lá. Vou ao botequim, sento na praça. Vai todo mundo para lá e quando a música pega fogo na roda vejo que o termômetro (das canções) está ali”, conta o cantor que lançou este ano seu 24º álbum, “Mais Feliz”, primeiro trabalho de inéditas em quatro anos. “Nós ficamos órfãos de artistas. Compor para gravar com quem? Para tocar aonde? Dificilmente você ouve música boa em rádio. O mundo ficou muito chato”, explica sobre o motivo de ter demorado tanto para gravar novamente.

Mesmo sem ter esquecido suas raízes, Zeca conta que deixou de visitar comunidades cariocas por medo da violência. “Não vou mais. Morro não tem nem mais tendinha para tomar uma cachaça, comer uma linguiça, cantar um samba e não tem mais macumba boa para ir. Se eu for, vai vir todo mundo falar comigo, vai sair uma foto minha com um cara com metralhadora. Vão dizer que estava com uma metralhadora, vou fazer o quê?”, questiona.



Fonte: Postado em: 22-11-2019


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Sempre associado à vida boemia, feliz e rodeada de amigos, Zeca Pagodinho tem reavaliado algumas opções na vida. O momento que o país atravessa é motivo de preocupação para o sambista que afirmou, em entrevista à revista Quem, que já cogitou deixar o Brasil, com medo pela segurança da família. “Tenho vontade, mas não consigo esquecer Xerém, o quiosque daqui de frente… Sem Xerém não existo”, afirma com alguma resignação.

Há 14 anos, Zeca mora com a esposa, filhos e netos em uma cobertura na Barra da Tijuca. Mas ainda parece estranhar a boa vida. “Faz falta a minha liberdade. Onde posso ir agora? Vivo o meu mundo aqui com os meus netos, vou à gravadora todo o dia, ao shopping; a Mônica diz que faço uma unha por dia. Na volta passo no meu bar, depois passo em outro shopping e 18h estou em casa”, revela o cantor, que ainda mantém o hábito de organizar famosas festas no sítio que mantém em Xerém.

“Lá vou à feira e, quando vem alguém tirar uma foto, não é de lá. Vou ao botequim, sento na praça. Vai todo mundo para lá e quando a música pega fogo na roda vejo que o termômetro (das canções) está ali”, conta o cantor que lançou este ano seu 24º álbum, “Mais Feliz”, primeiro trabalho de inéditas em quatro anos. “Nós ficamos órfãos de artistas. Compor para gravar com quem? Para tocar aonde? Dificilmente você ouve música boa em rádio. O mundo ficou muito chato”, explica sobre o motivo de ter demorado tanto para gravar novamente.

Mesmo sem ter esquecido suas raízes, Zeca conta que deixou de visitar comunidades cariocas por medo da violência. “Não vou mais. Morro não tem nem mais tendinha para tomar uma cachaça, comer uma linguiça, cantar um samba e não tem mais macumba boa para ir. Se eu for, vai vir todo mundo falar comigo, vai sair uma foto minha com um cara com metralhadora. Vão dizer que estava com uma metralhadora, vou fazer o quê?”, questiona.



Fonte: Postado em: 22-11-2019
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