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Puala-Fernandes

Durante entrevista ao “Gshow”, Paula Fernandes abriu o jogo sobre a depressão. Aos 35 anos e no seu momento de maior segurança, a cantora falou sobre a doença e destacou a importância do diagnóstico no Setembro Amarelo para a prevenção do suicídio. “Foi a pior fase da minha vida, mas foi a fase mais positiva para o meu autoconhecimento.

Comecei a encarar a vida de uma maneira diferente, e a entender o que realmente queria dela. Comecei a me tornar a Paula que sou hoje naquela época. É quase que como quebrar uma casa pronta. É muito mais difícil do que construir uma casa do zero”, explicou a cantora.

Aos 18 anos, Paula Fernandes percebeu que algo sério ocorria com sua saúde. Perda de apetite, queda de cabelo, insônia e arritmia foram alguns dos sintomas que a cantora identificou naquele período. “Foi um período bastante difícil, porque a gente não entende o que está rolando. Achei que estava com um problema cardíaco, fui ao médico e não era problema de coração. Descobri que estava realmente deprimida. Não queria aceitar o remédio, e é o primeiro passo que a pessoa que está com depressão deve dar: aceitar que precisa se tratar”, alerta Paula.

Paula Fernandes ainda explicou: “Tinha apenas 18 anos nessa época, e pensava: ‘Sou tão nova, inteligente, tenho tantas capacidades… Por que é que tenho isso?’. E descobri que crianças, jovens e idosos têm depressão. E a raiz do problema é diversa. Às vezes, a pessoa é superativa e alegre, e tem depressão. Então, não tem nada a ver com melancolia diretamente”, conclui.

Após começar a tratar a depressão, Paula passou por um processo de autoconhecimento. A artista focou nos estudos e largou a profissão. Uma oportunidade de emprego em uma loja de estofados fez com que Paula repensasse a decisão anterior. Ainda doente, a cantora optou por retornar à música para pagar a faculdade de Geografia. Na época, o cachê de Paula beirava entre R$ 40 e R$ 100.

“Achei que ia virar secretária, e comecei a mandar currículo para um monte de lugar. Lembro que o primeiro emprego que apareceu para mim foi de uma loja de estofado. Fiz as contas nos dedos, e decidi não aceitar. Voltei a tocar, mas ainda estava deprimida. Trabalhava de terça a domingo, e tinha uns cachês de R$ 40 na terça, e R$ 100 no sábado. Nessa época, fiz vestibular, e pagava a faculdade com os barzinhos e botecos onde que tocava”, conta.
“Com o tratamento direcionado, você começa a mudar mesmo, começa a ver cor na vida, porque antes estava tudo muito preto e branco. Voltei para os cursos profissionalizantes, e queria tentar entrar para a faculdade. Ainda tive muita dificuldade, na época, porque tive crises de pânico. Três anos depois, comecei a ter os primeiros sintomas de melhoras”, lembra a mineira.

“Sou exemplo de superação, diante da vida humilde que tive. E sou exemplo de que depressão tem tratamento. As pessoas têm medo de falar sobre depressão, e quebrando esse tabu, acho que ajudo muita gente. Vocês não têm noção da quantidade de mensagens que recebo diariamente. Não sou médica, conto o que vivi”, afirma Paula.



Fonte: Postado em: 20-09-2019


Puala-Fernandes

Durante entrevista ao “Gshow”, Paula Fernandes abriu o jogo sobre a depressão. Aos 35 anos e no seu momento de maior segurança, a cantora falou sobre a doença e destacou a importância do diagnóstico no Setembro Amarelo para a prevenção do suicídio. “Foi a pior fase da minha vida, mas foi a fase mais positiva para o meu autoconhecimento.

Comecei a encarar a vida de uma maneira diferente, e a entender o que realmente queria dela. Comecei a me tornar a Paula que sou hoje naquela época. É quase que como quebrar uma casa pronta. É muito mais difícil do que construir uma casa do zero”, explicou a cantora.

Aos 18 anos, Paula Fernandes percebeu que algo sério ocorria com sua saúde. Perda de apetite, queda de cabelo, insônia e arritmia foram alguns dos sintomas que a cantora identificou naquele período. “Foi um período bastante difícil, porque a gente não entende o que está rolando. Achei que estava com um problema cardíaco, fui ao médico e não era problema de coração. Descobri que estava realmente deprimida. Não queria aceitar o remédio, e é o primeiro passo que a pessoa que está com depressão deve dar: aceitar que precisa se tratar”, alerta Paula.

Paula Fernandes ainda explicou: “Tinha apenas 18 anos nessa época, e pensava: ‘Sou tão nova, inteligente, tenho tantas capacidades… Por que é que tenho isso?’. E descobri que crianças, jovens e idosos têm depressão. E a raiz do problema é diversa. Às vezes, a pessoa é superativa e alegre, e tem depressão. Então, não tem nada a ver com melancolia diretamente”, conclui.

Após começar a tratar a depressão, Paula passou por um processo de autoconhecimento. A artista focou nos estudos e largou a profissão. Uma oportunidade de emprego em uma loja de estofados fez com que Paula repensasse a decisão anterior. Ainda doente, a cantora optou por retornar à música para pagar a faculdade de Geografia. Na época, o cachê de Paula beirava entre R$ 40 e R$ 100.

“Achei que ia virar secretária, e comecei a mandar currículo para um monte de lugar. Lembro que o primeiro emprego que apareceu para mim foi de uma loja de estofado. Fiz as contas nos dedos, e decidi não aceitar. Voltei a tocar, mas ainda estava deprimida. Trabalhava de terça a domingo, e tinha uns cachês de R$ 40 na terça, e R$ 100 no sábado. Nessa época, fiz vestibular, e pagava a faculdade com os barzinhos e botecos onde que tocava”, conta.
“Com o tratamento direcionado, você começa a mudar mesmo, começa a ver cor na vida, porque antes estava tudo muito preto e branco. Voltei para os cursos profissionalizantes, e queria tentar entrar para a faculdade. Ainda tive muita dificuldade, na época, porque tive crises de pânico. Três anos depois, comecei a ter os primeiros sintomas de melhoras”, lembra a mineira.

“Sou exemplo de superação, diante da vida humilde que tive. E sou exemplo de que depressão tem tratamento. As pessoas têm medo de falar sobre depressão, e quebrando esse tabu, acho que ajudo muita gente. Vocês não têm noção da quantidade de mensagens que recebo diariamente. Não sou médica, conto o que vivi”, afirma Paula.



Fonte: Postado em: 20-09-2019
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