MEGA 94


oscar13

Foi uma noite de surpresas. Terminou ainda há pouco, no início da manhã desta segunda-feira (25) aqui no Brasil, a cerimônia de entrega do Oscar 2019, o maior reconhecimento do cinema.

Os longa mais premiado da noite foi “Bohemian Rhapsody“, produção que conta a história de Freddie Mercury em seus anos à frente do Queen. No total foram quatro estatuetas, entre elas a de Melhor Ator, abocanhada por Rami Malek. Em seu discurso, o intérprete ressaltou mais uma vez a importância da figura do líder da banda, morto em 1991, e das minorias às quais pertencia.

“Fizemos um filme sobre um homem gay, um imigrante que viveu sua vida como ele mesmo, sem qualquer arrependimento. Nós estamos precisando de estórias como esta”.

Ah, e por falar em Queen, os membros remanescentes da banda foram os anfitriões e arrasaram no ato de abertura, provando por que ainda hoje a banda é uma das maiores. Com um medley de clássicos, Brian May, John Deacon e Roger Taylor surgiram acompanhados de Adam Lambert, que reviveu duas das maiores canções da banda, eternizadas nos anais da história: “We Will Rock You” e “We Are The Champions”.

Em segundo lugar no número de estatuetas conquistadas rolou empate: “Pantera Negra” levou Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Design de Produção. Uma verdadeira glória, já que o filme fez história ao se tornar a primeira produção da Marvel a vencer o Oscar.

Além disso, a produção consagrou a designer Hannah Beachler como a primeira mulher negra da história a levar um Oscar na categoria. O discurso dela foi comovente e, além de sublinhar a importância da representatividade na arte, também trouxe uma mensagem de persistencia:

“Eu dou a força para todos aqueles que virão em seguida. Para continuar. Para nunca desistir. Quando você achar que é impossível, lembre-se de repetir este conselho: “Eu fiz o meu melhor e meu melhor é bom o suficiente”.

“Green Book“, por sua vez, ficou com o principal reconhecimento da noite, o de Melhor Filme, além de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coajuvante, que foi para Mahershala Ali. Já “Roma“, que detinha o maior número de indicações (eram dez no total) ficou com Melhor Fotografia, Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Direção.

Por falar nesta última, uma surpresa: na hora da revelação, quem subiu ao palco foi o também mexicano Guillhermo Del Toro. Além de vencer o mesmo prêmio no ano passado, Del Toro é um grande amigo de Alfonso Cuarón, que fez bonito em 2019, e quis fazer a gentileza de cumprimentá-lo <3

A vitória de Cuarón simbolizou a importância do México no mercado cinematográfico estadunidense. É que das últimas seis estatuetas entregues por Melhor Diretor, CINCO foram para cineastas nascidos no País.

Na hora dos agradecimentos, além de agradecer a sua terra natal pela inspiração, Cuarón se disse igualmente grato à Academia por reconhecer um filme centrado em uma mulher indígena e que exerce a função de empregada doméstica. Segundo ele, seu trabalho como artista deve ser olhar para lugares esquecidos.

Apesar de tudo ter se saído bem, a gente ficou um pouco triste pela Glenn Close. Ela foi vestida de estatueta pra dar sorte (brincadeira, gente, o look tava maravilhoso!), mas não foi desta vez que conseguiu levar um Oscar pra casa. Ela estava indicada a Melhor Atriz, mas perdeu para Olivia Colman, que concorria por “A Favorita”.

A estreante Lady Gaga, que também foi desbancada ao lado da lenda do cinema, ao contrário, não saiu de mãos abanando. Ela ficou com o prêmio de Melhor Canção Original por “Shallow”, por “Nasce Uma Estrela” – a única categoria em que o filme venceu.

Com o microfone em mãos e ao lado de Mark Ronson, Gaga fez um discurso emotivo e destacou a importância de acreditar nos próprios sonhos e disse que essa conquista mais a ver com a sua resiliência do que com qualquer outra coisa.

“Se você estiver em casa, no sofá, vendo a cerimônia, quero que saiba que isso não é sobre ganhar, é sobre não desistir. Se você tem um sonho, acredite nele”.

Ela também cantou e olha… a gente ficou até sem ar quando viu Bradley Cooper tomar sua mão ainda na platéia e subir rumo ao palco. Ao fundo, os acordes inconfundíveis da faixa no violão. Um dos momentos mais memoráveis e tocantes da edição.

Outro filme badaladíssimo que saiu vitorioso hoje foi “Infiltrado na Klan“, que deu a Spike Lee seu primeiro Oscar, na categoria Melhor Roteiro Adaptado. Assim como aconteceu com os amigos Del Toro e Cuarón, quem foi chamado ao palco para entregar a honraria foi seu amigo de longa data, Samuel L. Jackson.

Momento fofo: com tantas pautas sociais importantes nos filmes premiados, quem também trouxe um recado sobre o peso do reconhecimento às diferenças foi o produtor de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, vencedor do prêmio de Melhor Animação.

Em sua fala, Chris Miller disse que o mais importante para ele, além de ter ganho um Oscar, era ouvir do público infantil o quanto sua narrativa era capaz de representá-los e empoderá-los.

E por último, mas não menos importante, lembra que a gente comentou que esta edição não teria apresentador? Isso não acontecia desde 1989 e para o Oscar 2019, a equipe organizadora lidou bem com a situação.

Além dos convidados que se revezaram e cuidaram da função, foi convidado um trio de comediantes. Amy Poehler, Tina Fey e Maya Rudolph divertiram a plateia, quebraram o gelo e até cantaram um pouquinho de “Shallow”.



Fonte: Postado em: 25-02-2019


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Foi uma noite de surpresas. Terminou ainda há pouco, no início da manhã desta segunda-feira (25) aqui no Brasil, a cerimônia de entrega do Oscar 2019, o maior reconhecimento do cinema.

Os longa mais premiado da noite foi “Bohemian Rhapsody“, produção que conta a história de Freddie Mercury em seus anos à frente do Queen. No total foram quatro estatuetas, entre elas a de Melhor Ator, abocanhada por Rami Malek. Em seu discurso, o intérprete ressaltou mais uma vez a importância da figura do líder da banda, morto em 1991, e das minorias às quais pertencia.

“Fizemos um filme sobre um homem gay, um imigrante que viveu sua vida como ele mesmo, sem qualquer arrependimento. Nós estamos precisando de estórias como esta”.

Ah, e por falar em Queen, os membros remanescentes da banda foram os anfitriões e arrasaram no ato de abertura, provando por que ainda hoje a banda é uma das maiores. Com um medley de clássicos, Brian May, John Deacon e Roger Taylor surgiram acompanhados de Adam Lambert, que reviveu duas das maiores canções da banda, eternizadas nos anais da história: “We Will Rock You” e “We Are The Champions”.

Em segundo lugar no número de estatuetas conquistadas rolou empate: “Pantera Negra” levou Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Design de Produção. Uma verdadeira glória, já que o filme fez história ao se tornar a primeira produção da Marvel a vencer o Oscar.

Além disso, a produção consagrou a designer Hannah Beachler como a primeira mulher negra da história a levar um Oscar na categoria. O discurso dela foi comovente e, além de sublinhar a importância da representatividade na arte, também trouxe uma mensagem de persistencia:

“Eu dou a força para todos aqueles que virão em seguida. Para continuar. Para nunca desistir. Quando você achar que é impossível, lembre-se de repetir este conselho: “Eu fiz o meu melhor e meu melhor é bom o suficiente”.

“Green Book“, por sua vez, ficou com o principal reconhecimento da noite, o de Melhor Filme, além de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coajuvante, que foi para Mahershala Ali. Já “Roma“, que detinha o maior número de indicações (eram dez no total) ficou com Melhor Fotografia, Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Direção.

Por falar nesta última, uma surpresa: na hora da revelação, quem subiu ao palco foi o também mexicano Guillhermo Del Toro. Além de vencer o mesmo prêmio no ano passado, Del Toro é um grande amigo de Alfonso Cuarón, que fez bonito em 2019, e quis fazer a gentileza de cumprimentá-lo <3

A vitória de Cuarón simbolizou a importância do México no mercado cinematográfico estadunidense. É que das últimas seis estatuetas entregues por Melhor Diretor, CINCO foram para cineastas nascidos no País.

Na hora dos agradecimentos, além de agradecer a sua terra natal pela inspiração, Cuarón se disse igualmente grato à Academia por reconhecer um filme centrado em uma mulher indígena e que exerce a função de empregada doméstica. Segundo ele, seu trabalho como artista deve ser olhar para lugares esquecidos.

Apesar de tudo ter se saído bem, a gente ficou um pouco triste pela Glenn Close. Ela foi vestida de estatueta pra dar sorte (brincadeira, gente, o look tava maravilhoso!), mas não foi desta vez que conseguiu levar um Oscar pra casa. Ela estava indicada a Melhor Atriz, mas perdeu para Olivia Colman, que concorria por “A Favorita”.

A estreante Lady Gaga, que também foi desbancada ao lado da lenda do cinema, ao contrário, não saiu de mãos abanando. Ela ficou com o prêmio de Melhor Canção Original por “Shallow”, por “Nasce Uma Estrela” – a única categoria em que o filme venceu.

Com o microfone em mãos e ao lado de Mark Ronson, Gaga fez um discurso emotivo e destacou a importância de acreditar nos próprios sonhos e disse que essa conquista mais a ver com a sua resiliência do que com qualquer outra coisa.

“Se você estiver em casa, no sofá, vendo a cerimônia, quero que saiba que isso não é sobre ganhar, é sobre não desistir. Se você tem um sonho, acredite nele”.

Ela também cantou e olha… a gente ficou até sem ar quando viu Bradley Cooper tomar sua mão ainda na platéia e subir rumo ao palco. Ao fundo, os acordes inconfundíveis da faixa no violão. Um dos momentos mais memoráveis e tocantes da edição.

Outro filme badaladíssimo que saiu vitorioso hoje foi “Infiltrado na Klan“, que deu a Spike Lee seu primeiro Oscar, na categoria Melhor Roteiro Adaptado. Assim como aconteceu com os amigos Del Toro e Cuarón, quem foi chamado ao palco para entregar a honraria foi seu amigo de longa data, Samuel L. Jackson.

Momento fofo: com tantas pautas sociais importantes nos filmes premiados, quem também trouxe um recado sobre o peso do reconhecimento às diferenças foi o produtor de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, vencedor do prêmio de Melhor Animação.

Em sua fala, Chris Miller disse que o mais importante para ele, além de ter ganho um Oscar, era ouvir do público infantil o quanto sua narrativa era capaz de representá-los e empoderá-los.

E por último, mas não menos importante, lembra que a gente comentou que esta edição não teria apresentador? Isso não acontecia desde 1989 e para o Oscar 2019, a equipe organizadora lidou bem com a situação.

Além dos convidados que se revezaram e cuidaram da função, foi convidado um trio de comediantes. Amy Poehler, Tina Fey e Maya Rudolph divertiram a plateia, quebraram o gelo e até cantaram um pouquinho de “Shallow”.



Fonte: Postado em: 25-02-2019
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