Estudo aponta que excesso de convivência pode aumentar conflitos em isolamento
- 27 maio
Um estudo liderado pela Universidade de Zurique revelou que o convívio constante com o mesmo grupo de pessoas pode aumentar tensões, conflitos e desconfiança em situações de isolamento extremo.
A pesquisa acompanhou uma equipe que passou dez meses isolada na Estação Concordia, na Antártida, considerada um dos locais mais remotos do planeta. O objetivo foi entender como grupos humanos reagem em ambientes semelhantes aos de futuras missões espaciais de longa duração.
Durante o período, os participantes responderam questionários e utilizaram sensores para medir o tempo de convivência entre os integrantes da equipe. Os pesquisadores observaram que as pessoas com contato mais frequente entre si eram justamente as que relatavam maior desgaste emocional, conflitos e sensação de queda no desempenho.
O estudo também identificou a formação de pequenos grupos por afinidade, como idioma ou nacionalidade, fenômeno que pode aumentar divisões internas em ambientes isolados.
Segundo os pesquisadores, os resultados ajudam a compreender melhor as dinâmicas sociais em situações extremas, como missões espaciais, plataformas de petróleo e bases científicas isoladas.
Gustavo Monge