Torre de monitoramento passa por manutenção para reforçar combate a incêndios no Pantanal
- 05 junho
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) realizou a manutenção de uma das torres do Sistema Pantera, tecnologia utilizada para detectar focos de incêndio na região da Serra do Amolar, no Pantanal. A ação ocorreu com apoio da Marinha do Brasil e faz parte das medidas preventivas adotadas antes do período de maior risco de queimadas, previsto para o segundo semestre deste ano.
Durante a operação, foram substituídas quatro baterias responsáveis por garantir o funcionamento contínuo das câmeras de alta resolução instaladas na estrutura. O Sistema Pantera opera 24 horas por dia e monitora mais de 1 milhão de hectares do Pantanal brasileiro e boliviano, permitindo a identificação rápida de sinais de fumaça.
De acordo com o IHP, o apoio de um helicóptero da Marinha foi essencial para o transporte das equipes e dos equipamentos até a área remota. Sem a aeronave, a operação poderia levar até três dias devido às dificuldades de acesso e ao volume de materiais transportados, superior a 120 quilos.
Desenvolvido pela startup Um Grau e Meio, o Sistema Pantera consegue detectar focos de fumaça entre três e cinco minutos após o início de um incêndio e emitir alertas automáticos para as equipes responsáveis pelo monitoramento e combate às chamas.
Além da manutenção da torre, brigadistas realizaram a limpeza da área e a abertura de aceiros para reduzir o risco de propagação do fogo. Desde janeiro, a Brigada Alto Pantanal já implantou mais de 33 quilômetros de aceiros na Serra do Amolar. As ações ganham ainda mais importância diante da previsão de possível formação do fenômeno El Niño nos próximos meses, cenário que pode favorecer temperaturas elevadas, baixa umidade e aumento do risco de incêndios florestais.
Gustavo Monge