OMS alerta para risco de aumento de casos de sarampo durante a Copa do Mundo

- 08 junho





A proximidade da Copa do Mundo de 2026 tem despertado preocupação entre autoridades de saúde devido ao avanço recente dos casos de sarampo nas Américas. A competição será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, países que registram aumento da doença e que devem receber milhões de visitantes ao longo do torneio.

Diante desse cenário, a Organização Pan-Americana da Saúde, órgão regional da Organização Mundial da Saúde, emitiu um alerta epidemiológico recomendando que os países reforcem a vigilância sanitária, ampliem a cobertura vacinal e adotem medidas preventivas para evitar a disseminação do vírus. A preocupação está relacionada ao intenso fluxo de viajantes e à grande concentração de pessoas em aeroportos, estádios e eventos paralelos.

Considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo, o sarampo pode ser transmitido rapidamente entre pessoas não imunizadas. Especialistas alertam que uma única pessoa infectada pode contaminar diversas outras em ambientes favoráveis à propagação do vírus, facilitando a circulação internacional da doença durante grandes eventos.

Embora o Brasil tenha recuperado em 2024 o certificado de eliminação do sarampo, o país continua monitorando casos importados relacionados a viagens internacionais. O Ministério da Saúde também acompanha centenas de notificações suspeitas e reforça que a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para evitar novos surtos, especialmente em regiões com baixa imunização.

Como medida preventiva, o governo brasileiro orienta os torcedores que pretendem viajar para a Copa do Mundo a verificarem a situação vacinal antes do embarque. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.

O sarampo é uma infecção viral transmitida pelo ar e pode causar sintomas como febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, pode provocar complicações como pneumonia, inflamação cerebral e até levar à morte, principalmente entre crianças pequenas e pessoas não vacinadas.

Gustavo Monge