Campo Grande está sem equipamentos regularizados para fiscalizar poluição sonora
- 03 julho
A Prefeitura de Campo Grande está sem condições de realizar medições oficiais de poluição sonora por falta de equipamentos devidamente calibrados e regularizados. A situação impede a fiscalização adequada de denúncias envolvendo excesso de ruído e coloca o município em descumprimento de uma sentença judicial em vigor desde 2008, que determina o controle da poluição sonora, especialmente na região do Parque das Nações Indígenas.
Segundo a decisão judicial, o município pode ser multado em R$ 10 mil por dia caso continue sem cumprir a determinação. Diante do problema, o juiz responsável pelo caso intimou a prefeita Adriane Lopes para apresentar, no prazo de 30 dias, as medidas que serão adotadas para regularizar os equipamentos e retomar a fiscalização.
Enquanto isso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul intensificou a atuação no combate à poluição sonora e, somente em 2026, ajuizou três novas ações civis públicas contra estabelecimentos da região do Parque das Nações Indígenas por emissão de ruídos acima dos limites permitidos. Sem os equipamentos calibrados, a Prefeitura fica limitada para comprovar tecnicamente as infrações.
A falta de sonômetros regularizados compromete a fiscalização de uma das principais reclamações registradas pelos moradores da Capital. A expectativa agora é que o município regularize os equipamentos o quanto antes para retomar as medições e cumprir a determinação da Justiça, evitando novas sanções e fortalecendo o combate à poluição sonora.
Gustavo Monge