Projeto vai implantar 2.000 hortas em comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul

- 21 janeiro





A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), vai executar um projeto que prevê a implantação de 2.000 quintais produtivos em 19 comunidades indígenas, distribuídas por 13 municípios de Mato Grosso do Sul. A iniciativa tem como foco o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional dessas populações.

O projeto busca ampliar o acesso a alimentos saudáveis em comunidades historicamente impactadas pela insegurança alimentar, má nutrição e aumento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Atualmente, muitas famílias dependem de cestas básicas, o que compromete a autonomia alimentar e econômica dos povos indígenas atendidos.

Segundo a SEC, a iniciativa será executada nos municípios de Antônio João, Bela Vista, Dourados, Juti, Laguna Carapã, Caarapó, Maracaju, Tacuru, Paranhos, Aquidauana, Brasilândia, Miranda e Nioaque. O investimento total é de R$ 564 mil, com recursos do Governo do Estado.

Os quintais produtivos serão implantados com foco na diversificação alimentar e produção contínua ao longo do ano, com cultivo de alimentos como feijão, milho, mandioca, batata-doce, abobrinha, quiabo, melancia e amendoim, além de frutas como banana, mamão, abacaxi e acerola. A definição das comunidades e das etnias atendidas será feita por meio de mapeamento social e territorial, em articulação com lideranças indígenas.

A implantação das hortas começa ainda neste mês de janeiro e inclui capacitação das famílias em preparo do solo, plantio, manejo e colheita, além de acompanhamento técnico contínuo. A UFMS ficará responsável pela capacitação e apoio técnico, enquanto a SEC atuará na coordenação institucional e gestão do projeto, que deve beneficiar diretamente cerca de 2.000 famílias indígenas em situação de maior vulnerabilidade social.

Gustavo Monge