Bioparque Pantanal registra reprodução de 100 espécies e reforça papel na conservação da biodiversidade
- 06 março
O Bioparque Pantanal alcançou um marco importante para a conservação da biodiversidade aquática ao registrar a reprodução natural da centésima espécie sob cuidados humanos. O resultado consolida o espaço como o maior banco genético vivo de água doce do mundo e o único aquário a atingir esse número de reproduções em cativeiro.
Entre as espécies que se reproduziram no complexo, 32 são originárias do bioma Pantanal, o maior número entre todos os ambientes representados no local. Também foram registradas reproduções de espécies de outras regiões, como 31 da Amazônia, 21 do Cerrado, 3 da Mata Atlântica e 1 da Caatinga, além de espécies de outros continentes, incluindo oito africanas, uma asiática, uma mexicana e duas da Oceania.
Outro dado que chama atenção é que, das 100 reproduções registradas, 29 são consideradas inéditas no mundo e 20 inéditas no Brasil. A centésima espécie reproduzida foi o peixe conhecido como acará-porquinho, que simboliza os avanços científicos alcançados pelo trabalho de pesquisa e conservação realizado no espaço.
De acordo com a diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, o marco representa mais do que um resultado técnico. Segundo ela, cada reprodução é fruto da pesquisa científica, do cuidado com os animais e do compromisso com a preservação da biodiversidade. A diretora também destacou que o contato do público com essas espécies ajuda a fortalecer a consciência ambiental.
Sob coordenação do biólogo curador Heriberto Gimênes Junior, cerca de 95% das espécies foram reproduzidas de forma natural, sem uso de hormônios ou técnicas de indução. Parte dessas reproduções ocorre no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais, espaço dedicado ao manejo e desenvolvimento das espécies.
Entre os animais reproduzidos estão espécies ameaçadas de extinção, como o cascudo-viola, o cascudo-cego e o axolote. Os resultados também geram material biológico para estudos científicos e projetos de educação ambiental, reforçando o papel do Bioparque como centro de pesquisa e turismo científico.
Gustavo Monge