Relatório aponta melhora significativa na qualidade do ar em Campo Grande em 2025
- 11 março
Um relatório de monitoramento da qualidade do ar indica que Campo Grande registrou, em 2025, o melhor cenário desde o início das medições realizadas em 2021. Durante todo o ano, apenas quatro dias apresentaram nível de poluição classificado como moderado, condição que pode provocar desconforto principalmente em grupos mais sensíveis, como crianças e idosos.
As medições são feitas por uma estação de monitoramento instalada na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O equipamento é responsável por registrar a presença e a concentração de poluentes na atmosfera da Capital, fornecendo dados utilizados em estudos sobre o impacto ambiental e na saúde da população.
De acordo com o coordenador do projeto QualiAr, professor Widinei Alves Fernandes, a melhora está diretamente relacionada às condições climáticas observadas em 2025. O ano teve maior volume de chuvas e distribuição mais regular das precipitações, fator que contribuiu para reduzir a ocorrência de queimadas e favorecer a dispersão de poluentes na atmosfera.
A estação meteorológica registrou 1.977 milímetros de chuva acumulada em 2025, mais que o dobro do total registrado em 2024, quando o volume foi de 947 milímetros. A diferença também aparece nos registros de focos de calor: enquanto 2025 contabilizou cerca de 1.800 ocorrências, em 2024 o número ultrapassou 13 mil.
A análise segue os critérios do Índice de Qualidade do Ar do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que classifica as condições em cinco níveis: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima. O monitoramento considera principalmente a presença de partículas microscópicas suspensas no ar, como o material particulado MP10 e MP2,5, além de gases como dióxido de nitrogênio e ozônio. Em 2025, a média anual de MP2,5 foi de 5,01 microgramas por metro cúbico, valor próximo ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
Gustavo Monge