Brasil avança na educação ambiental com inclusão da cultura oceânica nas escolas
- 11 março
O Brasil deu um passo considerado pioneiro ao incluir a chamada cultura oceânica no currículo escolar. A iniciativa foi formalizada por meio de um protocolo assinado pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e pelo secretário-executivo do Ministério da Educação, Gregório Grisa. O projeto é liderado pela Universidade Federal de São Paulo e conta com apoio da UNESCO.
A proposta cria o chamado Currículo Azul, que busca ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a importância dos oceanos para a vida no planeta. A ideia é estimular a compreensão de que a preservação dos ambientes marinhos é essencial para o equilíbrio ambiental e para o futuro da humanidade.
As diretrizes poderão ser adaptadas por estados e municípios, responsáveis pela oferta da educação básica no país. Segundo Gregório Grisa, o principal desafio agora é mobilizar gestores e educadores para que o tema seja incorporado de forma prática nas salas de aula.
No Congresso Nacional, o tema também avança. A Comissão de Educação do Senado analisa um projeto apresentado pela senadora Zenaide Maia que propõe incluir oficialmente a cultura oceânica na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A relatoria da proposta está com a senadora Teresa Leitão, que destaca a importância da medida para formar gerações mais conscientes sobre a preservação dos ecossistemas marinhos.
A iniciativa brasileira também segue recomendações da Organização das Nações Unidas, que declarou o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. A proposta teve início no município de Santos, em São Paulo, onde uma lei local já tornou o tema obrigatório nas escolas desde 2021.
Gustavo Monge