Campo Grande terá “Bosque da COP15” com 200 árvores nativas no Carandá Bosque
- 18 março
Campo Grande se prepara para sediar, entre os dias 23 e 29 de março, a COP15 de Aves Migratórias, encontro técnico que deve reunir representantes de mais de 130 países para debater acordos globais relacionados à preservação de aves migratórias. A expectativa é de que cerca de 3 mil participantes, entre pesquisadores, autoridades e membros da sociedade civil, passem pela capital sul-mato-grossense durante o evento.
Como parte das ações que marcam a realização da conferência, a Prefeitura anunciou a criação do “Bosque da COP15”, que será implantado no bairro Carandá Bosque. O espaço verde deverá receber aproximadamente 200 árvores nativas do Cerrado, provenientes do Viveiro Municipal Flora do Cerrado e de compensações ambientais. O objetivo é ampliar a cobertura vegetal urbana e promover melhorias na qualidade de vida da população.
A iniciativa também reforça o posicionamento de Campo Grande como referência em turismo ambiental. Desde 2023, o município é reconhecido como a Capital do Birdwatching, atraindo observadores de aves de diversas regiões. A localização estratégica, próxima ao Pantanal e inserida em rotas migratórias, contribuiu para que a cidade fosse escolhida como sede do evento internacional.
Atualmente, a capital abriga cerca de 400 espécies de aves, sendo aproximadamente 80 migratórias. Entre elas estão a tesourinha, comum em áreas urbanas, e o falcão-peregrino, conhecido por ser a ave mais rápida do mundo. Locais como a Lagoa Itatiaia se destacam como espaços de observação e preservação da biodiversidade.
Recentemente, a Organização das Nações Unidas também reconheceu o potencial do turismo de observação de aves na cidade. A expectativa é de que a COP15 fortaleça ainda mais a visibilidade internacional de Campo Grande e impulsione iniciativas voltadas à sustentabilidade e conservação ambiental.
Gustavo Monge