Bioparque Pantanal atinge marca histórica com reprodução de 100 espécies aquáticas

- 18 março





O Bioparque Pantanal, em Campo Grande, alcançou um marco inédito na conservação da biodiversidade ao registrar a reprodução de 100 espécies aquáticas em ambiente controlado. O resultado consolida o espaço como o maior banco genético vivo de organismos de água doce do mundo e reforça seu papel como referência em pesquisa científica.

As espécies reproduzidas representam mais de 21% do total mantido no bioparque, sendo que mais de 4 mil indivíduos nasceram no local. Entre os registros, 29 são inéditos no mundo e 20 no Brasil, incluindo três espécies ameaçadas de extinção. O acervo reúne animais de diferentes biomas, como Pantanal, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga, além de espécies de outros continentes.

Segundo a direção do bioparque, o avanço marca uma nova fase da instituição, que vai além da exposição e se consolida como centro de pesquisa e conservação. A reprodução ocorre de forma predominantemente natural, com apoio de protocolos rigorosos, controle preciso da qualidade da água, nutrição adequada e uma equipe técnica especializada.

O uso de tecnologia também tem papel fundamental no processo. Estruturas produzidas em impressoras 3D simulam abrigos naturais para reprodução, permitindo observar o comportamento dos animais e acompanhar o desenvolvimento em ambiente controlado. Além disso, o local mantém um banco de ovos e larvas, utilizado em pesquisas científicas e na formação de profissionais da área.

A iniciativa contribui diretamente para a preservação da biodiversidade aquática, especialmente diante de ameaças como degradação de habitats, poluição, barragens e mudanças climáticas. Ao manter um reservatório genético e gerar dados científicos, o bioparque amplia o conhecimento sobre reprodução, comportamento e desenvolvimento das espécies, fortalecendo estratégias de conservação no Brasil e no mundo.

Gustavo Monge