Campo Grande é escolhida para sediar COP15 por destaque ambiental e proximidade com o Pantanal

- 18 março





Campo Grande foi escolhida para sediar, entre os dias 23 e 29 de março, a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, encontro promovido pela Organização das Nações Unidas que reúne representantes de mais de 130 países. O evento tem como objetivo discutir estratégias globais para a proteção de espécies migratórias e preservação de seus habitats.

A escolha da capital sul-mato-grossense está diretamente ligada ao reconhecimento internacional de suas políticas ambientais e planejamento urbano sustentável. A cidade já recebeu seis vezes o título “Tree City of the World”, concedido a municípios que se destacam na gestão de áreas verdes e arborização urbana.

Outro fator decisivo foi a localização estratégica de Campo Grande, considerada porta de entrada para o Pantanal, uma das maiores áreas úmidas do planeta. O bioma abriga diversas espécies migratórias e desempenha papel fundamental na manutenção da biodiversidade global, além de ser compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai.

A conferência deve reunir cerca de 3 mil participantes, entre autoridades, cientistas e representantes da sociedade civil, e servirá como espaço para troca de informações e construção de acordos internacionais voltados à preservação dessas espécies. Atualmente, mais de 1,1 mil espécies migratórias são protegidas pela convenção, incluindo aves, mamíferos, peixes e répteis.

Além da relevância ambiental, o evento também busca ampliar a visibilidade internacional do Pantanal e incentivar ações de conservação. A expectativa é que a realização da COP15 fortaleça o papel do Brasil nas discussões globais sobre sustentabilidade e contribua para a proteção de ecossistemas essenciais para o equilíbrio do planeta.

Gustavo Monge