Governo reforça combate à chikungunya em aldeias de Dourados com envio de especialistas
- 19 março
O Ministério da Saúde intensificou as ações de enfrentamento à chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, a maior do país, com cerca de 20 mil moradores. Nesta semana, dois especialistas foram designados para coordenar o combate à doença, diante do aumento expressivo de casos. Até 18/03/2026, já haviam sido notificados 692 casos suspeitos, com 217 confirmações, além de quatro mortes registradas nos últimos 22 dias.
Equipes da Força Nacional do SUS já começaram a atuar na região, com a chegada de sete profissionais, incluindo especialistas em arboviroses. O grupo será reforçado com a vinda de um médico infectologista ligado ao Ministério da Saúde e pesquisador da Fiocruz, ampliando a capacidade de resposta diante do avanço da doença. O objetivo é melhorar o atendimento, qualificar o manejo clínico e reorganizar os serviços de saúde nas aldeias.
As ações emergenciais envolvem atuação conjunta da Força Nacional do SUS, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Entre as estratégias estão a busca ativa de pacientes, o controle do mosquito transmissor e o fortalecimento da rede de atendimento, com foco em alcançar pessoas que ainda não procuraram assistência médica.
Para ampliar a capacidade de atendimento, um hospital de campanha foi montado na Aldeia Jaguapiru, onde dezenas de pessoas já foram atendidas. A estrutura conta com equipes multidisciplinares e funciona diariamente, encaminhando casos mais graves para unidades de referência. Paralelamente, agentes de saúde intensificaram visitas domiciliares, identificando mais de mil focos do mosquito Aedes aegypti, principalmente em recipientes com água parada.
O avanço da chikungunya também impacta a rotina das comunidades indígenas, com suspensão de aulas e aumento do número de pessoas afastadas por sintomas da doença. Autoridades reforçam a necessidade de colaboração da população na eliminação de criadouros do mosquito, destacando que o controle da doença depende da ação conjunta entre poder público e moradores.
Gustavo Monge