Medicamento contra câncer pode ser produzido no Brasil e ampliado no SUS

- 27 março





O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o medicamento pembrolizumabe, comercializado como Keytruda, deverá passar a ser produzido no Brasil e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde. A iniciativa envolve uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil, com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento e reduzir custos.

Considerado um dos imunoterápicos mais avançados no combate ao câncer, o medicamento pode ser utilizado em mais de 30 tipos da doença. Atualmente, no SUS, o uso está restrito a casos de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, conforme recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

Com a produção nacional, a expectativa do governo federal é ampliar a oferta do medicamento para outros tipos de câncer. A Comissão deve avaliar, nos próximos meses, a inclusão do tratamento para doenças como câncer de esôfago, colo do útero, pulmão e mama triplo negativo.

Na rede privada, o custo do pembrolizumabe é considerado elevado e pode chegar a cerca de R$ 27 mil por frasco, o que limita o acesso de pacientes. Sem a oferta ampliada na rede pública, muitos recorrem à Justiça para conseguir o medicamento, o que pressiona ainda mais o sistema de saúde.

A estratégia do governo aposta na produção nacional como forma de reduzir a dependência de importações e ampliar o número de pacientes atendidos. A medida, no entanto, ainda depende da efetiva implementação da parceria e da aprovação para novas indicações dentro do SUS.

Gustavo Monge