El Niño pode retornar no segundo semestre e reduzir chuvas em Mato Grosso do Sul

- 27 março





O fenômeno climático El Niño pode voltar a atuar com intensidade no segundo semestre de 2026 e afetar Mato Grosso do Sul. De acordo com o Centro de Previsão Climática, há 62% de probabilidade de formação do fenômeno entre junho e agosto, índice que pode ultrapassar 80% a partir de agosto e se manter elevado até o fim do ano.

Antes disso, a tendência é de transição da atual La Niña para uma condição neutra entre março e maio, com probabilidade superior a 90%. Esse processo altera a dinâmica climática em diversas regiões do país, com risco de redução das chuvas no Centro-Oeste, especialmente na porção norte, além de partes do Sudeste.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, o que interfere diretamente na circulação atmosférica global. Esse padrão costuma provocar mudanças significativas no regime de chuvas, com efeitos distintos entre as regiões brasileiras.

Para o agronegócio, os impactos podem ser relevantes. Em Mato Grosso do Sul, a tendência é de menor volume de chuvas e maior frequência de períodos secos, conhecidos como veranicos, principalmente na primavera e no início do verão. Esse cenário pode prejudicar o plantio e o desenvolvimento de culturas como soja e milho.

Além da agricultura, a redução das chuvas também pode afetar reservatórios, pastagens e a produção pecuária, aumentando custos e riscos de perdas. Diante desse cenário, órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia reforçam a importância do monitoramento constante e do planejamento antecipado para minimizar os impactos do fenômeno.

Gustavo Monge