Técnico do Iraque foca na concentração do time diante da Bolívia em meio a conflito no Oriente Médio

- 31 março





O australiano Graham Arnold, técnico da seleção do Iraque, enfrenta um desafio extra ao preparar sua equipe para o duelo desta terça-feira, em Monterrey, no México, contra a Bolívia, pela repescagem que garante uma vaga na Copa do Mundo. Além da preparação física e tática, Arnold precisou blindar o elenco das notícias sobre a guerra no Oriente Médio.

Segundo o treinador, os treinamentos foram prejudicados pela tensão gerada pelo conflito que envolve Israel, Estados Unidos e Irã, mas o foco principal tem sido o aspecto mental dos jogadores. “Eles precisam pensar em si mesmos, nas famílias e em alguns amigos próximos, e não em todo o país; caso contrário, a pressão se torna insuportável”, afirmou Arnold, de 62 anos.

Durante a preparação, parte da viagem desde Bagdá foi feita de carro pela Jordânia, reforçando os desafios enfrentados pelo time. O técnico destacou a importância da concentração para representar os 46 milhões de habitantes do Iraque em uma disputa histórica.

O vencedor do confronto entre Iraque e Bolívia irá se juntar a França, Senegal e Noruega no Grupo I da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho. Arnold ressaltou a relevância do futebol para o país: “No Iraque, existe uma obsessão pelo futebol, é o esporte nacional. Uma vaga na Copa pode mudar a percepção do país e levar esperança ao povo”.

O Iraque participou da Copa de 1986, também no México, quando foi eliminado na fase de grupos após perder as três partidas. Agora, a equipe busca retomar o caminho mundial e superar desafios internos e externos para garantir a classificação.

Gustavo Monge