Estudo aponta que raios em Júpiter são até 100 vezes mais fortes que na Terra

- 08 abril





Um novo estudo revelou que os raios em Júpiter podem ser até 100 vezes mais potentes do que os registrados na Terra. A pesquisa foi publicada na revista científica AGU Advances e utilizou dados coletados pela missão Juno, da NASA.

Conhecido por suas intensas tempestades, o gigante gasoso apresenta fenômenos extremos, como a Grande Mancha Vermelha, mas os relâmpagos sempre foram difíceis de estudar com precisão. Isso porque múltiplas tempestades ocorrem ao mesmo tempo, dificultando identificar a origem e a intensidade de cada descarga elétrica.

A missão Juno, em órbita desde 2016, permitiu avanços importantes ao captar sinais de micro-ondas gerados pelos raios. Em um período de menor atividade atmosférica entre 2021 e 2022, os cientistas conseguiram observar tempestades isoladas, facilitando a análise. Nesse intervalo, foram registrados centenas de pulsos, alguns com energia muito superior à de um raio terrestre.

Apesar das descobertas, os pesquisadores destacam que ainda há incertezas sobre a potência total dessas descargas, já que os raios também liberam outros tipos de energia, como térmica e acústica. A diferença na composição atmosférica — rica em hidrogênio em Júpiter e em nitrogênio na Terra — é apontada como um dos fatores que podem explicar a intensidade desses fenômenos.

Gustavo Monge