Estudo aponta onde há mais chances de encontrar água na Lua

- 08 abril





Um novo estudo sugere que a água na Lua pode ter se acumulado de forma gradual ao longo de bilhões de anos, e não por um único evento, como o impacto de cometas. A pesquisa, publicada na revista Nature Astronomy, traz uma nova perspectiva sobre a distribuição do gelo no satélite.

Segundo os cientistas, o gelo tende a se concentrar em regiões conhecidas como “armadilhas frias”, que são crateras profundas localizadas principalmente próximas ao Polo Sul lunar. Essas áreas permanecem permanentemente na sombra, o que impede a evaporação da água e favorece sua preservação ao longo do tempo.

O estudo também aponta que a origem da água pode ser diversa, incluindo impactos de cometas e asteroides, atividade vulcânica antiga e até reações químicas provocadas pelo vento solar. Esse processo contínuo teria contribuído para o acúmulo de gelo ao longo de bilhões de anos, criando uma distribuição irregular pelo solo lunar.

Para entender por que algumas crateras têm mais gelo do que outras, os pesquisadores analisaram a evolução da superfície lunar. Eles identificaram que regiões que permaneceram mais tempo sem receber luz solar têm maior probabilidade de concentrar água congelada.

Entre os locais mais promissores está a cratera Haworth, considerada uma das melhores candidatas para abrigar grandes quantidades de gelo. A descoberta é importante para futuras missões espaciais, já que a água pode ser utilizada tanto para consumo quanto para a produção de combustível.

Gustavo Monge