Mutirão nas aldeias intensifica combate à chikungunya em Dourados
- 24 abril
A Prefeitura de Dourados, com apoio da Defesa Civil e do Governo Federal, reforçou nesta quinta-feira (23) as ações de enfrentamento à chikungunya nas aldeias da Reserva Indígena. O mutirão de limpeza, aliado ao atendimento de saúde, busca conter o avanço da doença, que já soma milhares de notificações no município.
Nas comunidades indígenas, equipes do Distrito Sanitário Indígena registraram alta demanda. Na Aldeia Bororó, mais de 70 atendimentos foram realizados, incluindo pacientes com sintomas da doença, gestantes e coletas para exames. Parte dos casos precisou de encaminhamento para unidades de saúde, como o Hospital Indígena Porta da Esperança e o Hospital Universitário.
Na Aldeia Jaguapiru, também houve atendimentos a pacientes com sintomas agudos e crônicos, além de acompanhamento de gestantes. Apesar da situação, não houve necessidade de remoções hospitalares nessa localidade.
Além das aldeias, as ações se estenderam para a área urbana. Agentes de combate às endemias vistoriaram mais de 1.500 imóveis, identificaram focos do mosquito Aedes aegypti e emitiram notificações. O município também ampliou o uso de armadilhas com larvicida em diversos bairros, como forma de conter a proliferação do vetor.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Dourados já registra quase 5 mil casos prováveis da doença e mais de 2 mil confirmações, além de oito mortes, sendo a maioria entre indígenas. Transmitida pelo mosquito, a chikungunya causa febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para quadros mais graves em pessoas vulneráveis.
Gustavo Monge