Vacina contra chikungunya recebe aval para produção no Brasil em meio à alta de casos
- 05 maio
A vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva recebeu autorização da Anvisa para ser produzida no Brasil. O anúncio, feito nesta segunda-feira (4), representa um avanço importante para ampliar o acesso ao imunizante, especialmente em regiões com maior incidência da doença.
A chamada Butantan-Chik já havia sido aprovada anteriormente e se tornou a primeira vacina contra a chikungunya validada no mundo. Com a produção nacional, a expectativa é reduzir custos e facilitar a distribuição pelo Sistema Único de Saúde, ampliando a cobertura vacinal.
Estudos científicos reforçam a eficácia do imunizante. Pesquisa publicada na revista The Lancet apontou que 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes, com proteção mantida por pelo menos seis meses após a aplicação de dose única. Os testes também indicaram bom perfil de segurança, com efeitos colaterais leves, como dor de cabeça, febre e fadiga.
Apesar dos resultados positivos, há restrições. A vacina é indicada para pessoas entre 18 e 56 anos e não deve ser aplicada em gestantes ou indivíduos com sistema imunológico comprometido, por utilizar vírus atenuado em sua composição.
O avanço ocorre em meio a um cenário de preocupação em Mato Grosso do Sul. Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam mais de 5 mil casos confirmados da doença em 2026, além de registros de mortes e aumento de infecções em grupos de risco. Diante disso, autoridades reforçam a importância da prevenção, com eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.
Gustavo Monge