Físico explica teorias sobre possível origem do Universo a partir do “nada”
- 08 maio
Uma das perguntas mais intrigantes da ciência continua desafiando físicos e cosmólogos: o Universo surgiu do nada? O tema voltou ao debate após pesquisadores reforçarem teorias que tentam explicar o que existia antes do Big Bang e como espaço, tempo e matéria podem ter aparecido.
Segundo estudos da cosmologia moderna, o Universo observável tem cerca de 13,8 bilhões de anos. A estimativa é baseada em análises da radiação cósmica de fundo, considerada uma espécie de “luz fóssil” do início do cosmos. Mesmo assim, cientistas afirmam que ainda não existe uma resposta definitiva sobre o que aconteceu antes da expansão inicial do Universo.
Na física, o conceito de “nada” não significa necessariamente ausência absoluta de tudo. Em muitos modelos teóricos, o chamado nada pode representar um estado quântico sem matéria visível, mas ainda regido por leis físicas e campos de energia. A partir dessas hipóteses, pesquisadores discutem a possibilidade de o Universo ter surgido de flutuações quânticas ou de um estado primordial extremamente diferente do que conhecemos hoje.
Entre as teorias mais conhecidas estão as propostas do físico Stephen Hawking, que sugeria um Universo sem fronteiras temporais, além dos estudos sobre inflação cósmica desenvolvidos por Alan Guth e Andrei Linde. Há ainda hipóteses que consideram a possibilidade de múltiplos universos e expansão eterna do cosmos.
Apesar dos avanços, cientistas destacam que muitas dessas ideias ainda dependem de uma teoria completa da gravidade quântica, algo que a física moderna ainda busca desenvolver. Enquanto isso, a origem do Universo segue como um dos maiores mistérios da ciência contemporânea.
Gustavo Monge