DNA ajuda a identificar marinheiros de expedição desaparecida no Ártico

- 08 maio





Pesquisadores conseguiram identificar mais quatro vítimas da histórica expedição Franklin, desaparecida no Ártico em 1845. As descobertas foram possíveis graças à análise de DNA comparada com material genético de descendentes vivos dos tripulantes.

A expedição partiu da Inglaterra com 129 marinheiros a bordo dos navios HMS Erebus e HMS Terror em busca da Passagem Noroeste, rota marítima entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Nenhum integrante sobreviveu após os navios ficarem presos no gelo próximo ao Canadá.

Entre os novos identificados está Harry Peglar, capitão do HMS Terror. O reconhecimento foi divulgado em estudo publicado na revista Polar Record. Segundo os pesquisadores, os restos mortais foram encontrados a cerca de 130 quilômetros de distância de outras vítimas já reconhecidas.

Os cientistas também confirmaram as identidades de William Orren, David Young e John Bridgens, tripulantes do HMS Erebus. As análises utilizaram DNA mitocondrial e cromossomo Y comparados com descendentes diretos das famílias dos marinheiros.

Especialistas afirmam que o frio extremo ajudou a preservar muitos corpos encontrados desde o século 19. Documentos recuperados ao lado dos restos mortais também ajudam pesquisadores a reconstruir os últimos momentos da expedição, considerada uma das maiores tragédias da história da navegação polar.

Gustavo Monge