Campo Grande institui ‘cordão dos raros’ como símbolo de identificação e inclusão
- 20 março
A Campo Grande sancionou a Lei nº 7.597, que reconhece o uso do chamado “cordão dos raros” como instrumento de identificação de pessoas com doenças raras. A medida, publicada no Diário Oficial do Município, tem como objetivo ampliar a conscientização e facilitar o atendimento de pacientes com condições como epilepsia, Alzheimer, lúpus e fibromialgia.
De acordo com a legislação, o símbolo consiste em um cordão com fita, geralmente na cor roxa, com imagens de mãos coloridas sobrepostas por uma silhueta humana. O uso do acessório é opcional e não substitui documentos comprobatórios da condição de saúde, caso sejam solicitados em atendimentos ou abordagens oficiais.
A norma também prevê que o Poder Executivo poderá promover campanhas educativas para divulgar o significado do cordão e orientar a população sobre as necessidades específicas de pessoas com doenças raras. A iniciativa busca estimular a empatia e garantir atendimento mais adequado em serviços públicos e privados.
O uso de cordões como forma de identificação já é adotado em outras condições de saúde. Entre os exemplos estão o cordão de girassol, utilizado por pessoas com deficiências ocultas, e o símbolo de quebra-cabeça, associado ao Transtorno do Espectro Autista. Esses itens funcionam como sinais visuais que indicam a necessidade de compreensão, apoio ou atendimento diferenciado, inclusive em situações de emergência.
As doenças raras correspondem a um grupo amplo de condições que afetam um número reduzido de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, existem mais de 5 mil tipos, com causas que podem ser genéticas, ambientais ou imunológicas. Muitas se manifestam ainda na infância e podem provocar limitações físicas, cognitivas ou sensoriais, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à inclusão e ao acolhimento desses pacientes.
Gustavo Monge