Convocado para a Copa, Éderson leva raízes indígenas de MS à Seleção Brasileira
- 08 junho
A convocação do volante Éderson dos Santos para a Copa do Mundo de 2026 representa não apenas uma conquista esportiva, mas também um marco de representatividade para Mato Grosso do Sul e para o povo Terena. Natural de Campo Grande, o atleta tem origem indígena na aldeia Bananal, localizada em Aquidauana, e passa a integrar a delegação brasileira que disputará o torneio nos Estados Unidos.
O chamado para a Seleção Brasileira foi confirmado após a desconvocação do lateral Wesley, que sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda. Com isso, Éderson foi escolhido para reforçar o elenco comandado pela comissão técnica brasileira e embarcou nesta segunda-feira (8) para se juntar ao grupo que se prepara para a estreia na competição.
A presença do jogador também encerra um longo período sem representantes sul-mato-grossenses em Copas do Mundo. O último atleta do Estado convocado para o torneio havia sido Muller, campeão mundial em 1994. Agora, após 32 anos, Mato Grosso do Sul volta a ter um jogador entre os representantes brasileiros na principal competição do futebol mundial.
Além da trajetória nos gramados, Éderson mantém fortes vínculos com suas origens indígenas. Familiares vivem em comunidades da região de Aquidauana, e o atleta já visitou aldeias ligadas à sua história, como Bananal, Limão Verde, Aldeinha e Ipegue. Em uma dessas visitas, recebeu uma bênção tradicional da avó, Albina Cândido, conhecida como Árunoe, em um momento que reforçou a ligação do jogador com a cultura Terena.
Revelado em uma escolinha de futebol do Bairro Tiradentes, em Campo Grande, Éderson construiu carreira em clubes como Cruzeiro, Fortaleza e atualmente atua na Atalanta, da Itália. Aos 26 anos, ele chega ao momento mais importante da carreira com a missão de ajudar o Brasil na busca por mais um título mundial. A estreia da seleção está marcada para sábado, diante de Marrocos, pelo Grupo C da Copa do Mundo.
Gustavo Monge