Coroa histórica danificada em roubo ao Louvre terá restauração de R$ 245 mil

- 12 fevereiro





Uma coroa real com cerca de 170 anos, considerada uma das joias mais emblemáticas do acervo do Museu do Louvre, em Paris, será restaurada após ter sido danificada durante um assalto ocorrido em 19/10. O processo deve custar aproximadamente US$ 47 mil, o equivalente a R$ 245 mil na cotação atual, segundo comunicado divulgado pela direção do museu em 04/02.

O roubo aconteceu na Galeria Apollo, onde quatro criminosos invadiram o espaço após pular uma janela e utilizar uma esmerilhadeira para tentar romper as vitrines. Ao todo, oito peças ligadas à coleção de Napoleão III e da imperatriz Eugénie foram levadas. Durante a fuga, a coroa acabou caindo na calçada e foi recuperada pelas autoridades.

De acordo com a direção do Louvre, o amassamento da peça não ocorreu na queda, mas no momento em que os assaltantes tentaram retirar as joias por uma abertura estreita no vidro resistente das vitrines. A pressão acabou deformando a estrutura metálica da coroa, criada originalmente para a Exposição Universal de Paris de 1855.

Apesar dos danos, a maior parte da ornamentação permanece intacta. A coroa é composta por 56 esmeraldas, 1.354 diamantes e oito águias douradas, símbolo do Império. Apenas pequenos fragmentos de diamantes e uma das águias estão desaparecidos. Especialistas avaliam que será possível restaurar a peça sem reconstrução completa, apenas com remodelagem da armação.

Para acompanhar o processo, o Louvre vai formar um comitê científico com especialistas da própria instituição, de outros museus franceses e de tradicionais joalherias do país. A expectativa é que a restauração seja concluída até o fim de 2026, quando a coroa deve voltar à exposição pública. Os suspeitos do roubo já foram presos, mas as demais joias ainda não foram recuperadas.

Gustavo Monge