Dólar dispara e se aproxima de R$ 5,25 após tensão no Oriente Médio e alta da inflação
- 13 março
O dólar comercial encerrou a quinta-feira (12) em forte alta, vendido a R$ 5,242, avanço de 1,62% em relação à véspera, aproximando-se da marca de R$ 5,25. A valorização da moeda ocorreu em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio e à divulgação de inflação acima do esperado no Brasil.
O câmbio operou próximo da estabilidade no início do pregão, mas disparou após a abertura do mercado norte-americano, refletindo também o desempenho negativo de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. No acumulado de 2026, o real acumula queda de 4,42%.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa registrou queda de 2,55%, fechando aos 179.284 pontos, após três sessões consecutivas de alta. A desvalorização reflete o impacto das tensões externas e o aumento da aversão a risco entre investidores.
Externamente, o preço do petróleo disparou com a escalada das tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent fechou a US$ 101,26, alta superior a 8%, após o Irã anunciar a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Ataques a navios e incêndios em petroleiros no Golfo Pérsico também pressionaram os mercados.
Internamente, a inflação oficial de fevereiro acelerou, com o IPCA registrando alta de 0,7%, acima da expectativa de 0,65%. O resultado reduz a chance de corte da Selic pelo Banco Central neste mês, desestimulando investimentos em ações e favorecendo aplicações em renda fixa.
Gustavo Monge