Egípcios usavam próteses em múmias para garantir “corpo completo” na vida após a morte
- 15 maio
Os antigos egípcios acreditavam que o corpo precisava estar completo para garantir a existência após a morte. Por isso, durante o processo de mumificação, era comum a utilização de próteses para substituir partes perdidas do corpo, incluindo dedos, orelhas, narizes e até órgãos genitais.
Segundo arqueólogos, algumas múmias masculinas receberam próteses penianas como parte de rituais ligados à fertilidade e à crença na continuidade da vida no além. Para os egípcios, manter o corpo íntegro era essencial para que a pessoa pudesse viver plenamente no mundo espiritual.
Os pesquisadores explicam que a prática tem relação direta com o mito de Osíris, deus associado à morte e à ressurreição. De acordo com a tradição, o corpo de Osíris foi reconstruído por Ísis após ser despedaçado, incluindo a criação simbólica de um órgão genital artificial.
As próteses eram produzidas com materiais como madeira, couro, tecido e resina. Estudos também mostram que algumas peças, principalmente dedos artificiais, poderiam ter sido usadas ainda em vida para auxiliar nos movimentos e não apenas como elemento funerário.
Gustavo Monge