Elevadores e climatização obsoletos expõem problemas de infraestrutura no HRMS
- 02 abril
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) enfrenta sérios problemas de infraestrutura, com elevadores instalados há 31 anos e sistema de climatização parcialmente inoperante. Apenas um dos três resfriadores do hospital funciona, enquanto os cinco elevadores, sendo dois sociais e três para macas, apresentam falhas frequentes e alto risco de interrupções. Reparos constantes não têm sido suficientes para manter os serviços em operação, segundo documentos de licitação e PPP da unidade.
Pacientes, familiares e servidores relatam dificuldades diárias, como calor excessivo no Pronto-Socorro, que leva usuários a levarem ventiladores de casa. A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) detalha que os elevadores antigos exigem manutenção constante, têm peças difíceis de repor, apresentam solavancos, barulhos altos e risco de passageiros ficarem presos nas cabines.
Em 2025, a licitação para substituição dos elevadores foi homologada à Poligonal Engenharia e Construções, com valor de R$ 6,1 milhões, mas não houve movimentação desde então. Paralelamente, a manutenção preventiva e corretiva segue sendo realizada pela Elevadores Atlas Schindler Ltda., com contratos vigentes até julho deste ano e quatro serviços executados entre janeiro e março de 2026.
O hospital também será reformado e ampliado em projeto de Parceria Público-Privada (PPP), conduzido pela Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A., com investimentos previstos de R$ 5,6 bilhões ao longo de 30 anos. Documentos do projeto apontam a climatização e os elevadores como gargalos críticos que afetam a eficiência e a qualidade do atendimento, somados a superlotação, falta de equipamentos modernos e alto custo operacional.
Além disso, o sistema elétrico e a rede lógica do hospital apresentam deficiência diante do aumento da demanda por energia e equipamentos modernos, exigindo manutenção constante. A PPP também foi alvo de denúncia no TCE-MS, que aponta risco de gastos superiores aos previstos devido à falta de competitividade em itens do edital. Até o momento, o HRMS não se pronunciou sobre prazos para execução das obras.
Gustavo Monge