Estudo aponta que polvos gigantes de até 19 metros viveram há 100 milhões de anos

- 24 abril





Um estudo recente publicado na revista científica Science indica que polvos gigantes podem ter habitado os oceanos da Terra há cerca de 100 milhões de anos, durante o período Cretáceo. A pesquisa reforça a ideia de que diversas espécies pré-históricas apresentavam dimensões muito maiores que as atuais, favorecidas por condições ambientais como maior disponibilidade de oxigênio e nutrientes.

De acordo com os cientistas, esses antigos cefalópodes poderiam alcançar até 19 metros de comprimento total, incluindo os tentáculos, o que os colocaria entre os maiores invertebrados já registrados. A estimativa foi feita a partir da análise de mandíbulas fossilizadas encontradas principalmente no Japão, em estudos liderados por pesquisadores da Universidade de Hokkaido.

Os dados sugerem que esses animais eram predadores eficientes, com braços fortes para capturar presas e estruturas semelhantes a bicos capazes de triturar conchas e ossos. A análise do desgaste nas mandíbulas também indicou hábitos alimentares carnívoros e revelou padrões curiosos, como o uso predominante de um lado da boca, característica associada a comportamentos mais complexos.

A descoberta levanta comparações com lendas como a do Kraken, criatura mitológica descrita como um monstro marinho gigante. Embora separados por milhões de anos, os relatos e as evidências científicas apresentam semelhanças em relação ao tamanho e à aparência desses animais.

Apesar das limitações no registro fóssil, o estudo contribui para ampliar o entendimento sobre os predadores marinhos do passado, indicando que não apenas vertebrados dominavam os oceanos, mas também grandes invertebrados com alto nível de adaptação e possível inteligência.

Gustavo Monge