Estudo indica que canhotos tendem a ser mais competitivos que destros

- 05 março





Uma pesquisa publicada em 17/02 na revista científica Scientific Reports aponta que pessoas canhotas podem apresentar níveis mais altos de competitividade em comparação com destros. O estudo buscou entender por que a lateralidade esquerda continua existindo ao longo da evolução humana, mesmo representando apenas cerca de 10,6% da população mundial.

A investigação foi conduzida por cientistas da Universidade de Chieti-Pescara, na Itália, e contou com a participação de mais de 1.100 voluntários. Na primeira etapa, os participantes responderam questionários online que analisaram preferência manual, características de personalidade e fatores psicológicos relacionados à motivação e competitividade.

Na fase seguinte, os pesquisadores selecionaram 483 destros e 50 canhotos para testes mais aprofundados. Os participantes passaram por avaliações que mediam níveis de hipercompetitividade, além de indicadores de ansiedade e depressão. Parte do grupo também realizou um teste de habilidade manual chamado “Teste de Encaixe de 9 Pinos”, que mede a destreza ao inserir pequenos pinos em um tabuleiro o mais rápido possível.

Os resultados mostraram que os canhotos apresentaram índices mais altos de competitividade e menor tendência a evitar disputas por ansiedade. No entanto, os testes físicos não apontaram vantagem motora significativa em relação aos destros, sugerindo que a diferença está mais ligada a aspectos psicológicos do que a habilidades físicas.

Segundo os pesquisadores, os resultados podem ajudar a explicar por que o canhotismo permanece ao longo da evolução humana. A hipótese é que, embora minoritários, os canhotos possam ter desenvolvido vantagens comportamentais em situações competitivas, o que ajudaria a manter essa característica presente na população.

Gustavo Monge