Etanol de milho e Rota Bioceânica colocam MS como destaque na exportação de DDG

- 04 maio





Mato Grosso do Sul pode ganhar protagonismo no comércio internacional com a exportação de DDG, subproduto do etanol de milho utilizado na produção de ração animal. O avanço da produção no Estado, aliado à abertura de novos mercados, como Chile e China, reforça o potencial de crescimento do setor.

Atualmente, o Estado é o segundo maior produtor de etanol de milho do país e também um dos principais produtores de DDG. Em 2025/2026, foram mais de 2,1 bilhões de litros de etanol produzidos, com geração de cerca de 1,4 milhão de toneladas do subproduto. Grande parte desse volume já é exportada para países como Nova Zelândia, Turquia, Vietnã e Espanha.

A tendência é de expansão nos próximos anos, com novos investimentos no setor industrial e aumento da capacidade de produção. Esse crescimento deve ampliar as exportações e fortalecer a economia local, mas também pode impactar os custos da ração animal no mercado interno.

Outro fator decisivo é a logística. Com o avanço da Rota Bioceânica, Mato Grosso do Sul poderá reduzir custos e tempo de transporte até mercados internacionais, especialmente na Ásia. O cenário coloca o Estado como um possível hub estratégico de exportação, aumentando a competitividade no mercado global.

Gustavo Monge