Governo proíbe uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária

- 28 abril





O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou novas regras que proíbem, em todo o país, a importação, fabricação, comercialização e uso de aditivos conhecidos como “melhoradores de desempenho” quando contêm antibióticos relevantes para a saúde humana e veterinária. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (27) e também determina o cancelamento do registro desses produtos.

Esses aditivos são amplamente utilizados na pecuária para acelerar o crescimento de animais como frangos, suínos e bovinos, além de reduzir a incidência de doenças e melhorar o aproveitamento da ração. No entanto, o uso contínuo de antibióticos na alimentação dos animais tem gerado preocupação entre especialistas.

O principal risco apontado é o desenvolvimento da chamada resistência a antibióticos. O uso frequente dessas substâncias pode levar bactérias a se tornarem resistentes aos tratamentos, comprometendo a eficácia de medicamentos utilizados tanto na medicina humana quanto veterinária.

Entre os antibióticos atingidos pela proibição estão substâncias como avoparcina, bacitracina e virginiamicina, que eram empregadas justamente para estimular o ganho de peso dos animais. A decisão segue uma tendência internacional de restrição ao uso indiscriminado desses compostos na produção de alimentos.

A medida prevê um período de transição de 180 dias. Durante esse prazo, produtos já fabricados ou importados ainda poderão ser comercializados e utilizados. Após esse período, os estoques deverão ser retirados do mercado, e as empresas terão que informar ao governo a quantidade remanescente.

Gustavo Monge