Indústria da celulose deve gerar milhares de empregos e impulsionar economia de MS até 2032
- 12 março
A indústria de papel e celulose segue como um dos principais motores de crescimento econômico em Mato Grosso do Sul. Com investimentos bilionários em andamento e novos projetos previstos para os próximos anos, o setor deve manter o mercado de trabalho aquecido no Estado até pelo menos 2032, apesar do desafio relacionado à falta de mão de obra qualificada.
Especialistas apontam que a expansão da cadeia florestal tem ampliado a demanda por profissionais em diversas áreas, desde atividades industriais até operações no campo. Atualmente, o setor já está entre os que mais geram empregos formais em Mato Grosso do Sul, impulsionado pelo avanço das plantações de eucalipto e pela instalação de novas fábricas.
Estimativas da Indústria Brasileira de Árvores indicam que a expansão do setor pode gerar cerca de 93 mil novos empregos no Estado até 2032. Desse total, aproximadamente 24 mil vagas seriam diretas e outras 69 mil indiretas, ligadas à cadeia produtiva e aos serviços relacionados.
Grandes projetos industriais ajudam a consolidar Mato Grosso do Sul como um dos principais polos globais de produção de celulose. Entre os destaques está a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo, considerada uma das maiores linhas únicas de produção de celulose de fibra curta do mundo. Outro investimento relevante é o projeto da Arauco, previsto para entrar em operação em 2027 no município de Inocência, além da futura instalação da fábrica da Bracell em Bataguassu.
O setor também deve ganhar reforço com a ampliação planejada pela Eldorado Brasil Celulose, em Três Lagoas. O projeto prevê a construção de uma nova linha de produção e investimentos que podem chegar a R$ 30 bilhões, ampliando significativamente a capacidade da empresa. Com esse conjunto de empreendimentos, a expectativa é que a indústria de celulose lidere os investimentos e o crescimento econômico do Estado ao longo da próxima década.
Gustavo Monge