Novo regime tarifário dos EUA isenta 46% das exportações brasileiras

- 25 fevereiro





O novo regime tarifário dos Estados Unidos entrou em vigor nesta terça-feira (24) e passou a impactar 100% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 46% das vendas externas, que somam US$ 17,5 bilhões, ficaram isentas de sobretaxas adicionais. Entre os produtos beneficiados estão as aeronaves, que antes pagavam alíquota de 10% e agora passam a entrar no mercado dos EUA sem tarifas.

Outros 25% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 9,3 bilhões, estão sujeitos à tarifa global de 10%, percentual que pode ser elevado para 15% conforme futuras decisões do governo norte-americano. Já os 29% restantes, cerca de US$ 10,9 bilhões, permanecem enquadrados em tarifas setoriais aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Comércio de 1962, instrumento que prevê sobretaxas por razões de segurança nacional, como ocorre nos casos de aço e alumínio. Antes das mudanças, aproximadamente 22% das exportações brasileiras enfrentavam tarifas entre 40% e 50%.

O MDIC informou que o novo regime atinge tanto produtos industriais quanto agropecuários. Estão entre os setores afetados máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais. Itens como pescados, mel, tabaco e café solúvel tiveram redução significativa nas alíquotas, passando de 50% para a tarifa global de 10%, ou eventual 15%.

O setor de aeronaves ocupou a terceira posição entre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA em 2024 e 2025, com elevado conteúdo tecnológico. Apesar da isenção tarifária, o volume exportado poderá variar conforme a classificação dos produtos, decisões adicionais do governo americano e as condições do mercado internacional.

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e EUA movimentou US$ 82,8 bilhões, sendo US$ 37,7 bilhões em exportações brasileiras e US$ 45,1 bilhões em importações, o que resultou em déficit de US$ 7,5 bilhões para o lado brasileiro. Segundo o MDIC, os números ainda podem sofrer ajustes técnicos conforme critérios de classificação e destino final das mercadorias. A mudança nas regras ocorre após decisão da Suprema Corte norte-americana que derrubou tarifas recíprocas impostas na gestão de Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.O novo regime tarifário dos Estados Unidos entrou em vigor nesta terça-feira (24) e passou a impactar 100% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 46% das vendas externas, que somam US$ 17,5 bilhões, ficaram isentas de sobretaxas adicionais. Entre os produtos beneficiados estão as aeronaves, que antes pagavam alíquota de 10% e agora passam a entrar no mercado dos EUA sem tarifas.

Outros 25% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 9,3 bilhões, estão sujeitos à tarifa global de 10%, percentual que pode ser elevado para 15% conforme futuras decisões do governo norte-americano. Já os 29% restantes, cerca de US$ 10,9 bilhões, permanecem enquadrados em tarifas setoriais aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Comércio de 1962, instrumento que prevê sobretaxas por razões de segurança nacional, como ocorre nos casos de aço e alumínio. Antes das mudanças, aproximadamente 22% das exportações brasileiras enfrentavam tarifas entre 40% e 50%.

O MDIC informou que o novo regime atinge tanto produtos industriais quanto agropecuários. Estão entre os setores afetados máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais. Itens como pescados, mel, tabaco e café solúvel tiveram redução significativa nas alíquotas, passando de 50% para a tarifa global de 10%, ou eventual 15%.

O setor de aeronaves ocupou a terceira posição entre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA em 2024 e 2025, com elevado conteúdo tecnológico. Apesar da isenção tarifária, o volume exportado poderá variar conforme a classificação dos produtos, decisões adicionais do governo americano e as condições do mercado internacional.

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e EUA movimentou US$ 82,8 bilhões, sendo US$ 37,7 bilhões em exportações brasileiras e US$ 45,1 bilhões em importações, o que resultou em déficit de US$ 7,5 bilhões para o lado brasileiro. Segundo o MDIC, os números ainda podem sofrer ajustes técnicos conforme critérios de classificação e destino final das mercadorias. A mudança nas regras ocorre após decisão da Suprema Corte norte-americana que derrubou tarifas recíprocas impostas na gestão de Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.

Gustavo Monge