Papagaio mais raro e pesado do mundo tem recuperação histórica na Nova Zelândia
- 09 abril
Cientistas e ambientalistas da Nova Zelândia celebram avanços importantes na preservação do kākāpō, considerado o papagaio mais pesado do mundo e uma das espécies mais ameaçadas de extinção. Na atual temporada reprodutiva de 2026, já foram registrados mais de 100 filhotes nascidos — o melhor resultado em mais de três décadas de monitoramento.
A espécie chama atenção não apenas pelo peso, que pode chegar a 4 quilos, mas também por uma característica única: é o único papagaio que não voa. Com asas pequenas e atrofiadas, o kākāpō depende totalmente de ações humanas para sobreviver, já que é extremamente vulnerável a predadores e mudanças no ambiente.
Apesar do avanço, os desafios ainda são grandes. Dos mais de 250 ovos postos nesta temporada, menos da metade resultou em filhotes sobreviventes. Atualmente, a população total da espécie gira em torno de apenas 235 indivíduos, o que reforça o risco de extinção.
Os kākāpōs têm um ciclo reprodutivo lento, podendo se reproduzir apenas a cada dois ou quatro anos, e geralmente geram apenas um filhote por ninhada. Além disso, muitos filhotes não sobrevivem devido a doenças, ataques de predadores e outras complicações.
Para enfrentar esse cenário, equipes especializadas atuam diretamente no resgate e cuidado dos animais. Em alguns casos, veterinários chegam a realizar procedimentos de emergência, como reanimação, para salvar filhotes recém-nascidos em estado crítico.
Mesmo com as dificuldades, os resultados desta temporada são considerados promissores. O trabalho contínuo de conservação tem sido fundamental para evitar a extinção da espécie e pode garantir um futuro mais seguro para o kākāpō nas próximas décadas.
Gustavo Monge