Polícia Científica padroniza atendimento a familiares de pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul

- 08 junho





A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul implantou um novo protocolo para padronizar o atendimento às famílias que procuram por pessoas desaparecidas. A medida busca garantir que informações essenciais sejam registradas de forma completa e organizada, contribuindo para os processos de localização e identificação humana em todo o Estado.

Pelo novo procedimento, dados como características físicas, roupas usadas pela pessoa desaparecida, último local e horário em que foi vista, fotografias e contatos de familiares passarão a integrar um fluxo padronizado de atendimento. O objetivo é evitar a perda de informações importantes que possam auxiliar nas investigações e futuras identificações.

O protocolo também estabelece orientações para a coleta de informações, registro de dados e encaminhamentos necessários. Entre as medidas previstas está a verificação da existência de boletim de ocorrência. Caso o desaparecimento ainda não tenha sido formalizado, os familiares serão orientados a procurar a Polícia Civil para realizar o registro. Em situações específicas, poderá ser indicada a coleta de material biológico de parentes para futuras comparações genéticas por meio de exames de DNA.

Outro ponto destacado pela Polícia Científica é a humanização do atendimento. O procedimento determina que os familiares sejam recebidos com privacidade, linguagem clara e atenção ao estado emocional. A iniciativa busca oferecer acolhimento adequado em um momento de grande fragilidade para quem enfrenta a incerteza sobre o paradeiro de um ente querido.

O novo Procedimento Operacional Padrão será adotado no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande, e nos 14 Núcleos Regionais de Medicina Legal do Estado. Além disso, os servidores passarão por treinamentos específicos para garantir a aplicação uniforme das orientações e assegurar um padrão de atendimento em todas as unidades.

Gustavo Monge