Ponte da Rota Bioceânica entra na reta final e está a 100 metros de ligar Brasil e Paraguai

- 13 fevereiro





Faltam apenas 100 metros para a conclusão da Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que vai conectar o Brasil ao Paraguai entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Com 90% das obras executadas, o empreendimento entrou oficialmente na fase final e já marca um momento histórico para a integração entre os dois países.

No canteiro de obras, o ritmo é intenso, com equipes atuando simultaneamente na estrutura principal e nos acessos viários. A expectativa é de que até o fim de abril seja concluído o vão central, selando fisicamente a ligação internacional. A ponte estaiada possui um vão principal de 354 metros, e os trabalhos agora se concentram em pavimentação, sinalização e acabamentos.

Considerada uma das obras mais estratégicas da América do Sul, a ponte já consumiu mais de 60 mil metros cúbicos de concreto, volume comparável a grandes empreendimentos de escala internacional. O investimento gira em torno de 100 milhões de dólares, com recursos da Itaipu Binacional, pelo lado paraguaio.

Além da estrutura principal, os acessos também avançam nas duas margens. No Brasil, seguem obras de terraplenagem, drenagem, viadutos e passarelas, além da ponte sobre o rio Amonguijá, que já teve os tabuleiros concretados. No Paraguai, continuam os serviços de rampa de ligação, aterros, instalação de defensas, meios-fios e espaços destinados a pedestres e ciclistas.

Mais do que uma ligação física, a ponte é peça-chave da Rota Bioceânica, corredor logístico que vai ligar o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina. A nova rota promete reduzir custos de transporte, encurtar distâncias até o mercado asiático e reposicionar Mato Grosso do Sul no mapa do comércio internacional, com previsão de operação plena em 2027.

Gustavo Monge