Prefeitura de Campo Grande avalia gestão de unidades de saúde por organizações sociais

- 26 março





A Prefeitura de Campo Grande estuda a possibilidade de transferir a gestão de duas unidades de saúde para organizações sociais (OS). A proposta, ainda em fase de análise, envolve os Centros Regionais de Saúde (CRSs) dos bairros Tiradentes e Aero Rancho e teria sido debatida em reunião com o Conselho Municipal de Saúde, segundo informações apresentadas pelo vereador Landmark Rios.

De acordo com o parlamentar, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande pretende implantar um projeto-piloto com o novo modelo de gestão. Atualmente, as duas unidades consomem cerca de R$ 4,3 milhões por mês. Com a adoção das OS, a estimativa é reduzir os custos para aproximadamente R$ 3,9 milhões mensais, além de melhorar indicadores como tempo de espera, produtividade e satisfação dos usuários.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência. Landmark Rios defende o fortalecimento da gestão pública direta, com maior presença administrativa nas unidades. Segundo ele, é possível melhorar o atendimento sem a necessidade de terceirização. O vereador já adiantou que votará contra o projeto caso ele seja encaminhado para apreciação na Câmara Municipal.

Pelo modelo em estudo, a administração das unidades deixaria de ser feita diretamente pelo poder público e passaria a entidades privadas contratadas, que atuariam com metas de desempenho e repasse mensal de recursos. Entre os argumentos da gestão municipal estão a maior agilidade na contratação de profissionais, redução da burocracia e melhoria na eficiência dos serviços prestados à população.

Em nota, a Prefeitura afirmou que busca soluções modernas para desafios históricos da saúde pública, mas destacou que nenhuma mudança será implementada sem amplo diálogo com os setores envolvidos. A discussão sobre o tema deve avançar nos próximos dias, com possibilidade de debate no Legislativo municipal.

Gustavo Monge