Refrigerante zero levanta debate entre especialistas sobre impactos à saúde

- 12 março





O consumo de refrigerante zero tem se tornado cada vez mais comum entre pessoas que buscam reduzir a ingestão de açúcar. No entanto, apesar de não conter calorias, a bebida ainda gera dúvidas entre especialistas sobre possíveis impactos à saúde quando consumida com frequência.

Segundo o nutricionista Renan Almeida, o fato de o refrigerante ser “zero” não significa que ele seja necessariamente saudável. Isso porque a bebida continua sendo considerada um produto ultraprocessado, que contém aditivos químicos e adoçantes artificiais.

Estudos recentes também apontam possíveis riscos associados ao consumo frequente dessas bebidas. Pesquisas apresentadas durante a Semana Europeia de Gastroenterologia indicam que refrigerantes adoçados artificialmente podem aumentar o risco de gordura no fígado, condição conhecida como Esteatose hepática.

Outro ponto levantado por especialistas é o efeito dos adoçantes no comportamento alimentar. Mesmo sem açúcar, o sabor doce pode manter o organismo acostumado a esse tipo de paladar, o que pode levar ao aumento do consumo de doces e alimentos calóricos ao longo do dia.

Além disso, refrigerantes — com ou sem açúcar — não oferecem valor nutricional relevante. Eles também contêm compostos ácidos que podem prejudicar o esmalte dos dentes e, em excesso, ingredientes como o Ácido fosfórico podem afetar a saúde óssea.

De acordo com especialistas, o ideal é consumir esse tipo de bebida com moderação. Para a hidratação no dia a dia, alternativas como água, chás naturais, água de coco e água com gás continuam sendo opções mais indicadas para manter uma alimentação equilibrada.

Gustavo Monge