Um em cada três crianças acompanhadas pelo SUS em MS apresenta excesso de peso
- 05 junho
Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam que 33% das crianças de 0 a 9 anos acompanhadas pela rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul apresentam excesso de peso. O índice inclui casos de sobrepeso, obesidade e obesidade grave, e é semelhante à média registrada em todo o país.
O levantamento mais recente, referente a 2025, ainda é parcial, mas mostra que o percentual tem se mantido estável ao longo dos últimos 11 anos. A única alteração significativa ocorreu durante o primeiro ano da pandemia de covid-19, quando foi observado aumento nos casos de excesso de peso entre crianças e adolescentes.
Quando o recorte é ampliado para a faixa etária de 0 a 19 anos, os números também acompanham a média nacional. Especialistas alertam que o excesso de peso na infância pode trazer consequências para a saúde ao longo da vida, aumentando o risco de doenças crônicas e comprometendo o desenvolvimento físico e emocional.
A Secretaria Estadual de Saúde destaca que o acompanhamento regular nas unidades básicas é fundamental para identificar precocemente alterações no estado nutricional das crianças. A partir da avaliação de peso e altura, profissionais podem orientar tratamentos que envolvem mudanças alimentares, incentivo à prática de atividades físicas e, quando necessário, apoio psicológico.
Segundo o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, a participação da família é essencial nesse processo. Ele ressalta que fatores como o maior consumo de alimentos ultraprocessados, o alto custo de alimentos mais saudáveis e o aumento do sedentarismo contribuem para a formação de um ambiente que favorece o desenvolvimento da obesidade infantil.
Gustavo Monge